CONHECENDO O VINHO – VOCÊ COMPRARIA UM VINHO SINTÉTICO?

Assunto polêmico

Vamos direto ao ponto, se considerarmos o alto preço dos impostos que oneram a importação de vinhos no Brasil, diria que um grande número de consumidores já tomou e, talvez, continuam tomando vinhos sintéticos. O produto está diretamente relacionado com a lucratividade, o desejo e curiosidade do consumidor em degustar produtos “diferentes” de várias nacionalidades e pagando “módicas” quantias muito aquém dos custos básicos necessários à produção de um vinho “normal”.

O que é o Vinho?

Tradicionalmente, o vinho é elaborado a partir de um fermentando uvas – as leveduras transformam açúcares no suco de uva em etanol. O processo de elaboração também desenvolve muitas centenas de compostos de sabor, mas leva tempo e produz resultados variáveis. Provavelmente você já leu nos contrarrótulos as propriedades organolépticas dos vinhos: “notas de carvalho”, “taninos estruturados” e explosões improváveis de frutas, além de referências a couro , arranjos florais e vários componentes de especiarias. Se formos para os destilados, você notará imediatamente que quanto mais tempo algo estiver em um barril, mais ele vai custar. Isso faz sentido econômico (custo de oportunidade e tudo), mas a ideia é que os sabores se tornaram mais concentrados e complexos, e vale a pena pagar mais para experimentar. Você vai ouvir muito sobre o solo, os grãos e frutas que foram cultivadas nele, o ar e a luz e o clima, a madeira dos barris e sua herança, a habilidade inegável das pessoas que produziram os vinhos e destilados de todos esses e essências indefiníveis que tudo isso contribui para a experiência do que está nas próprias garrafas.

Sempre existiu o vinho sintético?

Creio que neste tempo ainda não existia o vinho totalmente sintético mas, “antigamente”, o aumento da quantidade “produzida” numa vinícola ou cooperativa (principalmente as grandes) para satisfazer as necessidades do mercado e, lógico, aumentar seu lucro era realizado através do processo de “rebaixamento” do vinho que consiste em acrescer água ao mesmo. Logo após, vinha o ácido tartárico para corrigir a acidez, ácido málico, chips (pó de carvalho ou lascas) para aumentar sua “nobreza” e demais componentes para sua finalização. Tudo isso era realizado como forma de “baratear” os custos com a produção como a compra de uvas, barricas…

O que é o vinho sintético?

É o milagre da “transformação da água em vinho”! ,Rs, rs, rs. “Em geral”, é uma receita “básica” de água, corante, etanol, ácido tartárico, ácido málico, pó de tanino (pode ser chips, por exemplo), glicerina, sacarose e outros compostos. O produtor e o cliente irão decidir ou negociar de acordo com o preço do mesmo.

O vinho sintético apresenta aromas?

Sim, os aromas do vinho sintético são evidentes assim que você abre uma garrafa – apesar de serem “aromas quimicamente criados” (aromas frutados, baunilha e tostado por exemplo). Lógico, não são de forma alguma comparáveis aos verdadeiros e autênticos aromas que apenas uma uva, seu território e as técnicas enológicas “tradicionais podem criar numa garrafa tradicional de vinho. Mas é possível identificar componentes de sabor e aroma interessantes e importantes em vinhos desejáveis, e não é preciso muita imaginação para pensar que adicioná-los a garrafas e mais fáceis de obter pode torná-los muito mais “palatáveis”.

É legal?

Não! Para ser VINHO, tem de seguir as práticas comerciais de vinificação e, principalmente, tem de ser feito com UVAS. Entretanto, temos um fator “fundamental” que altera o respeito às leis – o dinheiro! Resumindo, aparentemente são vinhos elaborados com cabernet sauvignon, merlot, nebbiolo, pinot noir mas, na prática, “fazemos qualquer negócio”. Não vamos adentrar ainda mais no campo da legalidade pois não vale a pena.

Quais são os vinhos sintéticos disponíveis no mercado?

São diversas variedades de vinhos sintéticos. Podemos encontrar desde um vinho para o dia a dia quanto vinhos “mais caros” (em tese, rs, rs, rs) como Barolos, Brunellos… Tudo segue de acordo com a demanda do mercado ou com o “gosto do freguês”.

Quais os países que produzem vinhos sintéticos?

É comum achar vinhos sintéticos chilenos, argentinos, portugueses, espanhóis, italianos, franceses, norte-americanos… No Brasil, ainda desconheço essa prática.

Como identificar um vinho sintético?

A melhor proteção é desconfiar. Como citado anteriormente, todo o processo de elaboração de um vinho autêntico tem custos que não são baratos. Os custos do vinhos, acrescidos, com transporte, impostos abusivos em nosso país, o lucro do importador (que não é gigantesco como muitos pensam) e do lojista ou distribuidor, fazem com que o vinho tenha um preço “X” no mercado. Em Hipótese Nenhuma, seria possível encontrar um vinho produzido e importado dentro dos mesmos padrões por um valor, por exemplo, 50, 60, 70 ou, até mesmo, 80% abaixo do preço normal de mercado. Nenhum produtor ou importador é louco ou santo o suficiente para destruir sua empresa por meros e sucessivos atos de bondade ou loucura.

A desconfiança é válida também para os vinhos “falsificados” (não são vinhos sintéticos mas inferiores às marcas expostas em seus rótulos apresentados). As ofertas estão presentes no mercado mundial com grandes rótulos como Petrus, Sassicaia, Brunello di Montalcino Soldera, Château Latour, Château Lafite Rothschild, Domaine de la Romanée-Conti, Henri Jayer e muitos outros. É preciso ter cuidado com as pechinchas! O Custo Brasil das importadoras que trazem esses vinhos diretamente do produtor ou distribuidor oficial, existe. Isso é fato.

Finalizando

Isso é apenas um pequeno artigo informativo e polêmico. Alguns irão achar interessante outros podem ficar indignados (espero que não, rs, rs, rs). Em todo caso, compartilho a opinião do colunista Marcelo Copello no artigo de seu Blog que falava sobre vinhos sintéticos em 2016: “É de fato o apocalipse. O fim está próximo, salve-se quem puder!”

CONHECENDO O VINHO – VINHOS BIODINÂMICOS

O que é um vinho biodinâmico?

Primeiro é necessário que o produtor pratique a agricultura biodinâmica em seus vinhedos. Portanto, o correto seria: o que faz um vinhedo ser biodinâmico? Antes disso, o que significa biodinâmico?

O termo “biodinâmico” começou a ser usado nos anos 1920 baseado nos ensinamentos do filósofo austríaco Rudolf Steiner. A biodinâmica tem muito em comum com outras abordagens orgânicas – que enfatizam o uso de esterco e compostos e exclui o uso de produtos químicos artificiais no solo e plantas. Também é uma interação entre o solo, o ser humano e os cosmos (representados pela luz e calor e pelas as estações do ano, aspectos que atuam diretamente no ciclo de vida do terroir – aumentando a vida do vinhedo). Métodos originais de abordagem biodinâmica incluem o tratamento de animais, culturas e do solo como um sistema único. A terra, diferente do que muitos pensam, é um sistema vivo e muito complexo, com suas próprias teias de seres vivos e cadeias alimentares.

No vinhedo biodinâmico, outras espécies de plantas são cultivas junto às parreiras. O conceito é ver a agricultura como um sistema interconectado e parte de um fluxo de energia cósmica. Seu processo segue uma série de preceitos, como respeitar as fases da lua, os produtos utilizados contra pragas são naturais, como camomila, estrume e quartzo, e enterrados nos vinhedos em chifres ou crânios de bois, e não são utilizados tratores e sim cavalos, para não compactar o solo. Vale citar – muitos produtores de vinhos  que adotam a agricultura biodinâmica não praticam este tipo de “magia” e o calendário astronômico pode ser utilizado ou não pelos mesmos (muitos utilizam).

Resumindo, o objetivo é assegurar a saúde do vinhedo e, consequentemente, do ser humano, o que só é possível na busca de uma terra saudável, com vida, fertilizada naturalmente pelos seus próprios ciclos internos e pela sua biomassa. Assim, ocorre uma nutrição da plantas que crescem a partir deste solo e, consequentemente, geraram frutos saudáveis, se a mesmo for manejado corretamente.

Qual é a diferença entre o vinho orgânico e o biodinâmico?

Os vinhos orgânicos são aqueles que vetam a utilização de produtos industriais, como agrotóxicos, conservantes e fertilizantes, tanto no controle no vinhedo, ou seja, na viticultura, quanto na produção do vinho, ou seja, na vinicultura.

Os vinhos biodinâmicos exigem, além das práticas orgânicas, o manejo do vinhedo como um ecossistema. Ele é alimentado com compostos vegetais, animais e minerais, e bichos de todos os tipos e espécies nativas são convidados a passear entre as videiras, fertilizando o solo e podando naturalmente as plantas. Além disso, são estudados com afinco as fases da lua e os ciclos da natureza, para manter o maior respeito possível aos equilíbrios naturais do campo.

Dessa forma, podemos concluir que “todo vinho biodinâmico é orgânico, mas nem todo o vinho orgânico é biodinâmico.”

Certificados Orgânicos e Biodinâmicos

Atualmente, ocorre uma grande redução no uso de substâncias químicas para a produção de uvas. Entretanto, vale lembrar, que a maioria dos produtores ainda fazem uso das mesmas no intuito de viabilizar sua produção. Devido ao crescente mercado (dou destaque a China), muitos não estão preocupados com técnicas biodinâmicas ou orgânicas mas sim em diminuir os custos com a produção e ofertar vinhos mais econômicos sem preocupação com a qualidade dos mesmos.

Muitos produtores que seguem esta linha biodinâmica e orgânica não seguem as determinações impostas pelas certificações, poder adaptar práticas e técnicas de diversas linhas (convencional, orgânico, biodinâmico, natural etc) adaptadas à sua realidade de forma dinâmica. Muitos produtores preferem não ser certificados e pois veem pouco benefício nisso e querem manter a possibilidade de poder usar químicos caso encontrem um problema especifico. E, de certa forma, não estão errados.

Como dica, a melhor maneira de saber o que é o que no mundo do vinho é conhecer ou saber sobre a vinícola que está por trás do vinho. Não são os certificados ou os selos que garantem a integridade do vinho, não. O que garante essa integridade é, sim, são as pessoas por trás daquele vinho. Até por que os melhores e mais reconhecidos produtores dessa linha de vinhos não usam certificado algum!

Viabilidade econômica e preço para o consumidor final

A agricultura orgânica e mais ainda a biodinâmica, são métodos caros (exigem muita mão de obra), dificilmente aplicáveis para produção de vinhos baratos, para atender o grande mercado. Ou seja, a biodinâmica é, de certa forma, elitista. Além disso, são mais viáveis em vinhedos pequenos. Em vinhedos maiores aumentam a margem de erro e de riscos e perdas.

Apesar de mais caros, os vinhos orgânicos e biodinâmicos são bem melhores e expressam com mais ênfase toda a característica do terroir nos quais foram cultivados.

Provem um vinho orgânico ou biodinâmico! Vocês irão gostar!

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OUTONO – QUAL O VINHO ESCOLHER?

Depois de um verão quente  com muito espumante e vinhos brancos, o que beber agora que é outono? Normalmente, nesta temporada os vinhos tintos são os mais populares. O desejo de comer algo mais desafiador do que o desejado durante o verão, o outono incentiva o emparelhamento com vinhos tintos e encorpados, estimulando o desejo por vinhos como Montepulciano, Ripasso, Amarone, Barolo, Nero D’Avola e, Brindisi Riserva e Primitivo. Muitos de vocês vão pensar no artigo usual dedicado à “mudança de estação”. Por outro lado, neste período, todos falam sobre os vinhos tintos, pois com o final do verão, o protagonismo dos espumantes, vinhos brancos e também rosés acabam. Bem, na verdade as coisas são um pouco diferentes.

Na minha opinião, a necessidade de beber vinhos diferentes com base na estação é fisiológica. Como no verão vemos um crescimento no consumo de vinhos brancos frescos e leves, ricos em acidez e bolhas, no outono e no inverno há uma demanda maior por vinhos tintos e encorpados. O que faz a diferença é o desejo de comer coisas diferentes. Numa época mais fria, nosso corpo requer mais alimentos ricos em proteínas, carboidratos e “gorduras”. Os temperos mudam e passamos do tomate e manjericão, só para dar um exemplo, para, por exemplo, um ragu picante de carne. O primeiro resfriado é um estímulo para tudo isso, para o desejo de algo quente e reconfortante, algo que aquece a alma. Talvez seja uma sensação de segurança que no outono, tendemos a consumir alimentos quentes e calóricos e vinhos encorpados. É importante, no entanto, para nós amantes do bom consumo e boa companhia, dar passos intermediários. Para ser claro, vá de um fresco vinho rosé Cerasuelo D´Abruzzo ou um branco Pinot Grigio que você bebeu primeiro sob um guarda-sol para um denso, delicioso e desafiador Amarone para entrar no clima do outono.

Montefalco Rosso Le Grazie – um excelente Super-umbro

Como exemplo, em algumas tradições espanholas, onde a “paella” é baseada em peixe, costuma harmoniza-se bem com importantes vinhos tintos. Pensando em vinhos italianos, poderíamos fazer esta harmonização com um Chianti ou um Montefalco Rosso (tendo como componente principal a sangiovese), tanto que muitos admiradores deste prato típico da culinária espanhola os preferem porque satisfazem mais de um vinho branco.

Rosso Toscano Le Grazie Sangiovese

VINHOS TINTOS PARA O OUTONO

Então, para aguardamos a retomada do crescimento do nosso país (vale um toque de humor), sugiro que você primeiro prossiga com vinhos tintos, mas leves. Melhor um Sangiovese, um Pinot Nero ou um Syrah siciliano. Vinhos não muito exigentes mas muito reconfortantes. Não negligencie um Nebbiolo. Um bom Nebbiolo, por exemplo, pode certamente ser uma boa alternativa. Os aromas de morangos e frutas vermelhas, o toque às vezes balsâmico, o acento de ervas aromáticas e as nuances de frutas cítricas, especialmente se for um Nebbiolo da região de Monforte D´Alba, certamente podem ajudar a alegrar seu outono. Harmonize-o com castanhas e outras frutas secas, um produto sazonal encontrado em bons empórios e supermercados. O bom vinho é um estimulante natural, mas lembre-se sempre de beber com moderação.

VINHOS ESPUMANTES PARA O OUTONO

Finalmente, vamos esclarecer que, mesmo no outono, você pode beber espumantes, pois não há época certa para os vinhos espumantes. A toda velocidade, então, com o Prosecco, Asti e outros espumantes elaborados com o Método Martinotti ou Clássico. Sugerimos alguns tipos de vinho para que tudo seja mais fácil.

Em nossa loja de vinhos on-line www.vines.com.br, você encontrará todos os estimulantes “naturais”, ou melhor, os melhores vinhos para este outono e demais estações do ano.

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CONHECENDO O VINHO – QUAL A INFLUÊNCIA DO CARVALHO NO VINHO?

Quando falamos de vinho, muitas vezes também mencionamos os barris que o contêm e, consequentemente, o tipo de barrica em si, pois isso reflete no resultado final do vinho. Essa matéria é, apenas, uma síntese sobre este tema mas muito interessante.

Barrica

A história do barrique nos leva de volta à Europa, onde foi usada como ferramenta de transporte, porque se entendeu que nessas condições o vinho resistia melhor ao estresse da viagem. Entrando nas caves muitos de vocês terão visto esses pequenos barris que contêm cerca de 225 litros de vinho. Seu perfume, especialmente se impregnado com vinho, enche o ar com aromas picantes muito agradáveis.

Hoje, o propósito da barrica não é mais apenas conter o vinho, mas dar ao próprio vinho características particulares. Primeiro de tudo os aromas; segue então uma estrutura maior para um final de todo o encanto. A escolha da barrica e o tempo correto de refinamento é capaz de encantar o nariz é paladar.

Geralmente, qual tipo de madeira é utilizado para elaboração das barricas? Deixo claro que outras madeiras podem ser utilizadas na produção de barris, como cerejeira, nogueira, castanheiro, pinheiro… Entretanto, o mais comum é:

Carvalho

Essa é uma árvore abundante nas florestas da Europa, sua madeira é leve e ao mesmo tempo resistente, é maleável, é estanque… A madeira de carvalho usada faz a diferença exatamente como a torrefação, a espessura das varas e a permanência do vinho dentro dela. Existem diferentes tipos de carvalhos, mas geralmente os dois mais utilizados são os de carvalho americano e francês.

1) Carvalho americano – Quercus alba

Carvalho americano, por outro lado, é conhecido por produzir especiarias poderosas para o vinho. Quanto ao preço, é muito mais barato que o carvalho francês. Fornece ao vinho aromas de coco, chocolate amargo e muita baunilha, é utilizado, também, na Espanha, na Austrália e, principalmente, no Chile e Argentina. De granulação espaçada, seria de se esperar que esses fossem barris porosos, mas de fato não são, são muito estanques, permitindo menor oxigenação, e, portanto, um desenvolvimento mais lento do vinho. Neste caso, a sensação no vinho é provável que seja esmagadora se cuidados especiais não forem tomados na adega.

2) Carvalho francês

A França é o maior produtor de barris de carvalho da Europa. O carvalho francês dá ao vinho uma fragrância particular. A peculiaridade deste tipo de madeira é a delicadeza picante que infunde lentamente o vinho. Em geral são aromas mais elegantes. Quais são as espécies de carvalho mais predominantes nas barricas francesas:

Quercus robur – espécie de carvalho mais predominante em seus barris, de granulação espaçada, capaz de produzir barricas mais porosas, que permitem maior oxigenação e fornecem toques de café, manteiga, baunilha, pimenta, cedro, cravo e outras especiarias, dependendo da localização da floresta.

Quercus sessiliflora – menos comum, com granulação apertada, que produz barris mais estanques que transmitem menos estrutura ao vinho mas é muito rico em substâncias aromáticas. Portanto, em tese, seria o ideal para o refinamento do mesmo.

O preço das barricas de carvalho francês varia de acordo com a origem do mesmo, em particular da floresta de origem:

– A floresta de Limousin fornece um carvalho mais poroso, menos aromático e com maior quantidade de taninos.

– A floresta de Tronçais, parte de Allier, fornece o melhor carvalho para vinhos. Sua granulosidade extremamente fina aliada a aromas sutis, são fatores que colocam este carvalho entre os melhores da França, e são extremamente disputados. Dessa forma, são os mais caros e mais disputados.

3) Carvalho da Eslovênia

Este país também é produtor de barris de carvalho, geralmente com as mesmas espécies utilizadas na França.

Qual tipo de vinho pode ser refinado em barricas?

Outro fator importante é o tipo de vinho que é envelhecido em barricas. Uma coisa é colocar um Cabernet Sauvignon e outro é refinar um Pinot noir e por que não um vinho branco? É importante envelhecer o vinho que tenha capacidade de “suportar” a madeira. Os aromas e sabores resultantes deste tipo de envelhecimento nunca devem dominar o fruto do vinho, mas ser apenas um enriquecimento do mesmo. Em resumo, deve haver equilíbrio entre a fruta e a madeira.

Como ocorre o refinamento em barricas?

O que acontece quando um vinho é envelhecido em barricas de carvalho? A barrica (a depender do tipo de madeira e sua origem) tende a dar o vinho aromas de especiarias, de fumado com particular ênfase em tons de baunilha. A lenta troca de oxigénio que ocorre durante esta fase de refinamento torna possível obter um vinho menos ou mais adstringente, baseado obviamente no tipo de vinho e torrefação da barrica (mais tostada ou menos tostada), bem como no tipo de carvalho utilizado. A habilidade e o senso comum daqueles que estão na vinícola são usados ​​precisamente para dosar essa associação. A relação entre o vinho e a madeira é uma união milenar que se consuma desde os primórdios do tempo e continua até hoje na escuridão silenciosa das caves.

Numa próxima postagem, falaremos sobre uma técnica enológica usada para disfarçar os vinhos e seus defeitos com um custo baixíssimo – chips!

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CONHECENDO O VINHO – SE ESTÁ COMEÇANDO A CONHECER VINHOS ITALIANOS, QUAL O MELHOR A ESCOLHER?

Itália vinho tem uma rica variedade de uvas, que é uma herança de várias uvas nativas que proporciona uma incrível variedade de vinhos que caracterizam este país, de Norte a Sul. Dada a grande variedade, muitas vezes novatos amantes do vinho podem achar difícil escolher um vinho, por exemplo: para um jantar romântico num restaurante, ou simplesmente degustar vinhos entre amigos, dada a inexperiência ou a falta de um conhecimento básico do tema “vinho”. Mas não se preocupe! É perfeitamente normal nos encontrarmos em dificuldades e sermos surpreendidos pela indecisão.

Acredito nos melhores vinhos tintos italianos para iniciar a primeira “incursão” no mundo do vinho italiano, com o objetivo de aumentar o seu conhecimento enológico e desfrutar de um bom copo de uma forma mais consciente.

OS MELHORES VINHOS TINTOS ITALIANOS PARA PRINCIPIANTES:

Os melhores vinhos tintos italianos para iniciantes selecionados aqui compartilham algumas características comuns:

1) são vinhos tintos que exercem uma forte influência sobre aromas de frutas que conhecemos e amplamente apreciadas.

2) são vinhos tintos de fácil interpretação, ousados ​​com características marcantes tanto em intensidade quanto em sabor.

3) são vinhos tintos que oferecem uma excelente relação preço-qualidade (não custo-benefício).

MONTEPULCIANO

Montepulciano é a segunda variedade de uva mais cultivada na Itália (depois de Sangiovese) e é uma das uvas mais significativas da Itália central. É um vinho generoso, às vezes um pouco rústico, mas com uma grande capacidade expressiva. Elegância olfativa apresentando aromas frutados como cereja, framboesa, mirtilo, amoras… Excelente estrutura, taninos firmes, textura sedosa e estilo soberbo no envelhecimento. Excelente vinho para combinar com frios e queijos, bem como suculenta carne assada.

SANGIOVESE

Neste caso, você pode optar por um bom Sangiovese Toscano, um Blend com uvas regionais (sangiovese e canaiolo, por exemplo) ou um bom Chianti que é um vinho italiano famoso e renomado (que iremos comentar). Este nome é usado para denominar rótulos de várias áreas diferentes, mas dentro de um mesmo território – Toscana. A história, as sensações e os sabores únicos do Chianti costumam encantar apreciadores ou iniciantes no mundo do vinho. De uma forma generalizada, existem Chiantis “menos”estruturados, mas com boa complexidade de aromas, cheios de alegria e acidez, típicos vinhos para acompanhar pratos da culinária italiana e que, deve-se dizer, são vinhos “ per Mangiare”. Outros Chiantis que refinam em carvalho, em tese, costumam apresentar boa concentração, fruta em compota e volume de boca e, muitas vezes ocultam a acidez e o frescor, fugindo, assim, do que se entende e se busca quando se escolhe um Chianti para beber, seja ele do estilo que for. Por isso, cuidado ao escolher seu Chianti. Busque ajuda de um sommelier ou um amigo mais experiente.

BARBERA

Barbera é um vinho tinto piemontês com origens muito antigas e hoje é uma das videiras mais cultivadas da Itália. Os mais conhecidos são os vinhos Barbera D´Alba e Babera D´Asti. Quando bem elaborado, é um vinho rico em nuances que lembram a frutas vermelhas, como a cereja, bem como vegetação rasteira e especiarias doces. Na boca apresenta taninos marcantes, acidez refrescante e taninos aveludados. Dessa forma, o vinho Barbera é certamente o companheiro ideal de pizzas, pratos defumados e ensopados de carne.

PRIMITIVO

Primitivo é a “princesinha” da Puglia, que deve o seu nome ao amadurecimento precoce das suas bagas. Quando produzido com qualidade (com refinamento em barricas de carvalho), temos vinhos tintos quase luxuriantes, com uma cor vermelha rubi intensa e densa. Os aromas frutados de groselhas, cerejas, ameixas cozidas, tabaco e especiarias doces invadem o nariz e envolvem a boca. O alto teor alcoólico deste vinho torna o sabor robusto, concentrado, generoso, quase místico. A “tanicidade”, geralmente, é bem sedosa. É ideal para quem procura vinho para acompanhar o assado de domingo ou uma pasta típica do Puglia – orecchiette (quando bem feita, é fabulosa).

NERO D´AVOLA

A Nero d’Avola é a mais importante e mais famosa variedade de uva tinta da Sicília. A natureza frutada de Nero d’Avola traz uma cor vermelha rubi intensa, aromas complexos e profundos de frutas vermelhas, terra e especiarias (isso nos vinhos jovens sem qualquer passagem por carvalho). Na boca é potente, encorpado mas harmonioso e possui uma acidez refrescante. Harmoniza bem com lasanha a bolonhesa, carne de porco suculenta e “gorda” ou queijos curados.

Aproveitem a dica e venham deliciar-se neste paraíso sem volta que são os vinhos italianos! Quem ainda não conhece os bons vinhos italianos, informo, desde já, que será Amor ao Primeiro Gole!

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CONHECENDO O VINHO – QUAL É A MELHOR ROLHA?

Neste tema, vamos falar resumidamente sobre os principais tipos de rolhas existentes com seus prós e contras:

Rolha Natural

A cortiça é retirada do tronco do Sobreiro a cada nove anos, sem danificar a árvore. Assim, um sobreiro “colhido” em 2009, terá o número nove pintado em seu caule. As maiores áreas de floresta de sobro (montado) existem em países do Mediterrâneo Ocidental: Portugal, Espanha, Itália, França, Marrocos, Tunísia e Argélia.

Grandes vinhos ainda são encapsulados com rolha de cortiça, pois devido suas características de expansão, ela apresenta uma excelente vedação, diminuindo muito o contato do vinho com o oxigênio – e favorecendo a micro-oxigenação ao longo dos anos. A rolha de cortiça é mais porosa e permite uma evolução harmoniosa do vinho de guarda, sem falar do charme e elegância ao abrir a garrafa.

Rolha Micro-aglomerada

As rolhas micro-aglomeradas são um avanço recente na indústria que, em comparação com as rolhas naturais dão:

– mais elasticidade,

– maior consistência / confiabilidade

– extração mais fácil

– uma aparência mais uniforme

– sensação mais suave

– virtualmente zero TCA

Os tamanhos dos grânulos são em torno de 0,5-2,0 mm e são ligados usando agentes aglutinantes de qualidade alimentar, para torná-los extremamente seguros.

Elas são apropriadas para vinhos que vão ser armazenados por, pelo menos, 5 anos, já que eles não têm a estrutura de poros mais abertos das rolhas naturais que permitem que mais oxigênio entre na garrafa para promover a maturação do vinho. As rolhas micro-aglomeradas proporcionam taxas de transmissão de oxigénio baixas e muito consistentes, o que ajudará a preservar as características dos frutos no vinho. Por isso, ao abrir um vinho Premium engarrafado com rolha micro-aglomerada, é aconselhado que decante por algumas horas o mesmo.

As rolhas micro-aglomeradas são uma alternativa de preço significativamente inferior às rolhas naturais, mas uma opção muito mais atrativa para as tampas roscadas ou alternativas sintéticas, bem como provenientes de uma fonte natural completamente sustentável.

O problema com a cortiça

As rolhas de cortiça têm sido a escolha preferida para fechar o vinho desde o início da Europa moderna nos anos 1400. Por quê? Bem, a casca de cortiça é um dos poucos produtos naturais que é maleável o suficiente para guardar o conteúdo dentro de uma garrafa de vidro. Garrafas de vidro tornaram-se mais populares para armazenar vinho durante essa mesma época.

Uma das razões do problema é que existe um problema com o fornecimento mundial de cortiça, a maior parte proveniente de Portugal. Uma parte dele, talvez até 5%, das cortiças estão contaminadas com um composto chamado 2,4,6-tricloroanisol, “TCA”. Um vinho que tenha sido inconscientemente engarrafado com uma rolha afetada pelo TCA está estragado (e não recuperará); perde o apelo e adquire um cheiro desagradável de cogumelos apodrecidos, papelão úmido e decadência fétida. Nada a ver, a propósito, com pedaços de cortiça no vinho.

Resumindo, as principais razões para o não uso da cortiça são:

1) Preço

2) 2-5% afetados pelo TCA da “cortiça”

3) Recurso Natural Limitado

4) Qualidade Variável

5) Screwcap e outros tipos de “tampas”

Quando só a cortiça serve

Quando se trata de vinhos destinados a “deitar” e a amadurecer em garrafa, é uma questão diferente. Sempre se pensou que uma parte importante desta maturação é a lenta “respiração” (micro-oxigenação) que um vinho faz através da cortiça. Pode ser que esse processo também ocorra sob uma tampa de rosca ou rolha micro-aglomerada – só que muito mais devagar. Experimentos estão em andamento.

As rolhas de vidro estão sendo usadas na Alemanha e França. E, até agora, são muito satisfatórias.

As tampas de coroa (tampas de garrafas de cerveja) proporcionam um fechamento seguro e hermético. (Todo o champanhe desenvolve seu brilho e amadurece sob este tipo de fechamento.)

Rolha Natural  ou Screw cap – o que é melhor para o vinho?

Sem dúvida, ter-se-á apercebido de que cada vez mais vinhos de preço médio são vendidos em garrafas que são seladas com tampas de metal em vez de rolhas. Você pode ter se perguntado por que isso está acontecendo, já que, no passado, a maioria das pessoas associava esse tipo de fechamento a um vinho muito barato.

Fabricantes de vinhos favorecendo Screwcap

Os produtores de vinho não querem que isso aconteça com o produto deles. Então, muitos deles agora estão usando tampas de rosca, especialmente para o vinho que se destina a ser bebido jovem e fresco. De fato, para este tipo de vinho, é provavelmente o melhor fechamento em qualquer evento. Líderes na área são produtores da Nova Zelândia Sauvignon Blanc e da australiana Riesling, mas as francesas e muitas outras regiões vinícolas estão seguindo o exemplo – afinal, todas querem que seu vinho chegue ao consumidor na melhor condição possível.

Rolhas x Screwcap

Rolhas são a escolha clássica na questão do que se passa entre você e seu vinho. No entanto, tem havido alguma prova surpreendente que mostra como o argumento corks vs screw caps não é tão preto e branco como parece.

Qual é melhor: rolhas ou tampas de rosca? Se você disser que as rolhas são melhores, você está certo e errado. A verdade é que a demanda mundial por vinho (e rolhas) está crescendo, por isso devemos nos familiarizar com o futuro da preservação do vinho. Veja mais de perto por que as rolhas e as alternativas à cortiça são quase idênticas em termos da sua capacidade de armazenar e envelhecer o vinho. Em seguida, visualize algumas alternativas ao armazenamento de vinhos para que você possa pensar em como o mundo do vinho está indo.

Para finalizar, as tampas de rosca só são usadas no vinho desde 1964, mas rapidamente se tornam uma grande fatia do mercado. Se você viajar para a Austrália, verá que as tampas de rosca estão em quase todas as garrafas do país. A razão pela qual as alternativas à cortiça se tornaram tão populares é devido a um período de produção de cortiça de qualidade reduzida durante os anos 80. Basicamente, os produtores de vinho estavam cansados de obter rolhas de baixa qualidade que causariam a contaminação do TCA “cortiça”, por isso mudaram.

Além de tampas de rosca (feitas de metal e plástico), existem várias rolhas feitas de plásticos para polímeros à base de plantas.

Rolha Twin-Top

Este tipo de rolha é ideal para vinhos frutados e aconselhada para vinhos não destinados a um longo período de estágio na garrafa. É constituída por um disco de cortiça natural em ambos os topos e um corpo aglomerado. A sua elaboração foi baseada na tecnologia de produção da rolha de champanhe.

Rolha Sintética

Melhores ou piores, o certo é que as rolhas sintéticas estão cada vez mais presentes no dia a dia, e assim como as de cortiça, são “a última barreira” para chegarmos onde realmente nos interessa: ao vinho! A rolha sintética é uma das várias alternativas à cortiça natural. Alguns gostam e outros não. Aqui temos as Vantagens e Desvantagens referentes a Rolha Sintética:

1) Segurança

Teoricamente, as rolhas sintéticas não são atingidas pelo TCA (Tricloroanisol), que é uma substância que atinge rolhas naturais e deixa o vinho com cheiro de mofo. Mas existe uma vertente que afirma que as rolhas sintéticas não são totalmente imunes ao problema, ao contrário do que sempre se acreditou.

De qualquer forma, a incidência do problema diminuiu significativamente desde que a indústria de rolhas de cortiça, pressionada pela competição crescente, investiu de forma exemplar contra o TCA, aprimorando seus controles de qualidade.

2) Vedação

As garrafas, por serem de vidro, se expandem e se contraem, mesmo com pequenas variações de temperatura. A cortiça natural acompanha esse movimento de expansão e contração, mantendo constante a vedação ideal entre a rolha e a garrafa.

As rolhas sintéticas, se estiverem muito apertadas, impedem a entrada das pequenas quantidades de oxigênio necessárias para o desenvolvimento do vinho. Já quando elas estão mais largas que o ideal, o material sintético exagera na exposição do vinho ao oxigênio… Contudo, os defensores das rolhas sintéticas lembram que os vinhos de guarda, próprios para envelhecer em garrafa, representam menos de 10% do total das garrafas produzidas no mundo… Nesse caso, as rolhas sintéticas seriam apropriadas para 90% das garrafas!

Para finalizar, o uso de cada tipo de rolha ou tampa, “depende do público” para qual destinar-se-á o vinho. Vinhos mais frutados destinados ao rápido consumo utilizarão twin-top, screwcap, sintética… Vinhos mais simples comumente farão uso de rolha aglomerada. Vinhos mais caros geralmente farão uso de cortiça natural (devido ao refinamento do mesmo nas garrafas e o charme tambem, rs, rs). Entretanto, não significa que façam uso somente deste tipo de rolha pois podem utilizar screwcap, micro-aglomerado… Vai depender do destino que o produtor quer dar ao seu produto, bem como o valor que o mesmo quer gastar para engarrafar seu produto.

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CONHECENDO O VINHO – COMO É PRODUZIDO UM VINHO BRANCO?

Para este verão a dica é um excelente vinho branco. Entretanto, você sabe como se produz um vinho branco?

Para muitos, não será uma revelação, na verdade pode parecer óbvia, mas temos certeza de que talvez nem todos saibam que você pode obter vinho branco de uvas brancas e vermelhas e que a principal diferença entre o vermelho e o branco está no método de preparação. .

Em essência, para produzir vinho branco, o mosto extraído dos cachos é deixado para fermentar sem a adição das peles (a chamada “vinificação branca”), enquanto as peles também são usadas quando o fermento é vinho tinto ou rosé. De fato, as peles determinam a cor do vinho com base no tempo de maceração e fermentação em contato com a polpa.

O processo de vinificação do vinho branco é geralmente mais simples que o vermelho, embora às vezes possa variar de acordo com as técnicas utilizadas na Vinícola.

Fase 1: Colheita, prensagem e decantação das uvas

Depois de colhidos, os cachos são limpos do caule (sem haste) e cuidadosamente pressionados para coletar todo o suco em cubas de aço, prontos para fermentação sem peles. O mosto é decantado ou filtrado, para eliminar partes sólidas, como sementes de uva, de modo a obter um líquido o mais claro possível.

Fase 2: Fermentação alcoólica do mosto

A fermentação alcoólica é um processo químico que começa quando o açúcar contido nas uvas se transforma naturalmente em álcool e dióxido de carbono devido às leveduras naturais presentes na uva (ou selecionadas pelo produtor).

A fermentação de um vinho branco não prevêem a utilização das peles e, geralmente, tem lugar a uma temperatura mais baixa em comparação com a de um vinho tinto, utilizando tanques de aço inoxidável ou cascos de madeira (tal como para alguns dos estilos de Chardonnay, em que o vinho obtido será carregado com aromas amadeirados obtidos dos barris).

Fase 3: Filtração e estabilização do vinho

Ao contrário dos vinhos tintos, no processo de vinificação, os vinhos brancos não sofrem uma fermentação malolática, ou seja, a fermentação natural em que o ácido málico é transformado em ácido láctico, reduzindo a acidez do vinho e favorecendo a sensação de doçura. Uma vez que a acidez de uma característica peculiar dos vinhos brancos, o  vinho branco obtido é submetido a uma filtração, para remover quaisquer resíduos de levedura que iria ativar tais fermentação, resultando na estabilização do vinho, nomeadamente através de um arrefecimento (resfriamento) do mosto a temperaturas muito baixas durante alguns dias.

Fase 4: Maturação e engarrafamento

Vinhos brancos geralmente amadurecem em recipientes inertes de aço ou cimento, de tal forma que as características organolépticas não são alteradas. No caso em que os barris de madeira são utilizados, de fato, este material influencia necessariamente o sabor do vinho, adicionando aromas e complexidade em detrimento da frescura e acidez, devido à torrefacção da madeira e ao tempo de permanência no recipiente.

No final da refinação, o vinho branco obtido é filtrado e clarificado, pronto para o engarrafamento. Ele permanecerá em repouso no porão alguns meses antes de estar pronto para venda e consumo.

O mosto, já livre de grainhas e películas, passa por um equipamento de frio onde é arrefecido (resfriado), sendo depois armazenado numa cuba isotérmica. Essa cuba minimiza a transferências de calor  para que se dê a sedimentação dos sólidos em suspensão (borras grossas).

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CONHECENDO O VINHO – TANINOS

O que são taninos?

Tem sido dito que o tanino da uva pode ser encontrado no caule, no pedicelo, nas sementes de uva e nas peles. Não é preciso dizer que uma maceração prolongada ajuda a extrair o tanino nestas partes. A longa maceração é, de facto, típica dos vinhos tintos, porque procuramos estrutura, complexidade e corpo.

Muitos de vocês se perguntam o que são os taninos e por que eles têm versões diferentes de acordo com os degustadores. Vamos lá, áspero, crocante, verde, taninos doces … estas são apenas algumas das definições que ouvimos frequentemente daqueles que têm uma taça de vinho nas mãos. O tanino é um componente natural do vinho. Pertence à família dos “polifenóis” e está presente em todo o mundo vegetal: em plantas, folhas, sementes, madeira ou casca de fruta, o tanino está sempre à sua espera.

Como você explica a sensação tânica de um vinho?

Você conhece o efeito adstringente quando come caqui ou um marmelo? Aqui está o tanino. Também está presente no vinho, embora em outra forma, como é contido tanto na casca das uvas como nas sementes.

Os taninos no vinho são notados por causa do sentimento adstringente e amargo, mas tenha cuidado porque os mesmos taninos também devem ter sutil complexidade, por causa de uma questão de equilíbrio que o vinho deve apresentar quando possui boa qualidade.

Quando você pensa no tanino do vinho, o pensamento sempre vai para o vinho tinto porque é nesse tipo de vinho que os taninos são realmente essenciais, enquanto nos vinhos brancos o tanino não é apreciado. Vamos esclarecer este ponto. As peles dos vinhos brancos contêm menos polifenóis, simplificando assim, menos taninos em comparação com as uvas vermelhas. A percepção é mínima e diante de uvas brancas que contêm uma grande quantidade de taninos; o enólogo pode decidir intervir para reduzir esta sensação para a vantagem da acidez, essencial para os vinhos brancos. Para evitar confundir ideias, mantenha o foco nos vinhos tintos quando ouvir falar de taninos.

Como você reconhece o tanino em um vinho?

O que nos interessa não é o que e quantos taninos há nas peles, mas aprender a reconhecê-los quando os tiver na taça. A sensação tânica secará seu paladar. Um sentido que você perceberá quando degustar o vinho.

Para experimentar melhor este sentimento, a fim de identificá-lo no vinho, tente mastigar uma folha de chá ou comer chocolate amargo, amêndoas ou frutas vermelhas ou, se você estiver no período de colheita, coma uma uva e mastigue até mesmo as sementes de uva dentro. A sensação de “ligação” do tanino será, assim, ainda mais clara.

Os taninos podem vir, também, em quantidade bem menor, do contato do vinho com as barricas de carvalho ou Chips de Carvalho. Lembrando que barris novos passam mais taninos para a bebida do que barris usados. Os Chips são uma alternativa mais econômica (muito mais barata) e fugaz de acrescer taninos ao vinho. Muito utilizado entre os vinhos mais “acessíveis” no intuito de oferecer mais nobreza aos mesmos.

Para que servem os taninos?

Os taninos também desempenham um papel importante na proteção do vinho. E graças às propriedades de preservação, também afetam a cor. Os melhores taninos, capazes de contribuir para a evolução do vinho engarrafado, são aqueles contidos nas peles. Por esta razão, uma das operações importantes na vinícola é a eliminação das partes verdes do cacho. Quando você ouve de taninos verdes, talvez, é porque o provador tem uma sensação de adstringência forte, devido a uma maceração de muitas partes verdes ou forçada pressionando, ou para uma colheita antecipada. Os fatores são muitos e dependem do tipo de uvas, a evolução do vinho, a colheita e muitas outras variações.

O importante é não fazer tantos julgamentos quando apenas sentem um pouco de taninos na língua, ficam preocupados e pensam que o vinho não é de qualidade. Não cometa este erro e lembre-se que o tanino é essencial para a vida do vinho e para o prazer do seu paladar.

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Mercado de Vinhos Contrabandeados e Falsos no Brasil

Não há dados exatos sobre falsificações de vinhos no mercado brasileiro. Aqui, esse tipo de crime atinge não somente o mercado de vinhos “raros” mas o mercado de vinhos mais baratos também – depende da preferência do freguês. Rs, rs, rs. Muitas vezes, um único vinho é utilizado para a produção de diversos rótulos de diferentes países. O que se sabe é que existem quadrilhas, “importadores” e até pessoas físicas “praticando” frequentemente este crime. O mercado de vinhos colecionáveis no Brasil tem se aquecido e pode atrair algumas formas de contrabando, e também, por que não, falsificação. Contudo, apesar de os vinhos de maior valor costumarem ser os principais alvos, não se pode desprezar o potencial de falsificação dos de entrada.

Como identificar vinhos falsificados?

1) Algumas vezes a identificação fica óbvia: muitos produtos falsificados apresentam nomes escritos errados, logotipos copiados de maneira grosseira e inconsistências nas embalagens.

2) Uma das dicas mais confiáveis é o cuidado com o rótulo. “Preste atenção no tipo de papel utilizado, na tinta, na micropigmentação, na textura, tamanho e no corte.  Não esqueçam de olhar se o rótulo está rasgado, manchado ou desbotado também. É muito difícil recriar todo esse conjunto de itens com perfeição.” Essa é uma maneira não muito cara para que os produtores evitem as falsificações. No caso das garrafas originais que abrigam líquidos falsos, a recomendação é ficar atento à rolha.

3) Outra técnica de falsificação comum é quando garrafas originais são abastecidas com vinhos mais baratos, de qualidade inferior. Talvez esta seja a fraude mais fácil de identificar. Ela alerta para o fato de as garrafas legítimas terem rolhas, cápsulas e rótulos mais antigos. “Falsificadores costumam errar bastante ao produzir garrafas com refis”, diz.

4) A cor e o tamanho da garrafa é outra importante dica pois condizem com o padrão daquele produtor e daquela safra. Se tiver uma pequena alteração pode indicar falsificação.

5) Nível do vinho com o passar dos anos: Mesmo as garrafas mais bem conservadas sempre perdem um pouco do volume do vinho com o passar dos anos. Portanto, se uma garrafa antiga tiver o mesmo nível de uma nova, suspeite.

6) Cheque o número de série ou lote com os produtores. Tente enviar um e-mail para o produtor procurando informações sobre esses dados. Se esse número não puder ser verificado, melhor não comprar a garrafa.

7) Verifique se a cápsula é feita de metal ou de cera. Qual é o padrão do produtor? Ela possui gravações características do produtor em questão?

A falsificação e contrabando só existem pois tem demanda para tal. Algumas pessoas sempre procuram ser mais “espertas” para conseguir excelentes produtos que demandam gastos para sua produção mas pagando “quantias módicas” pelos mesmos. Os impostos no Brasil são altos. Esses produtos Tops são caros, mesmo no exterior. Assim, acabam comprando vinhos de baixa qualidade, ajudam bandidos e contribuem para que empresas sérias acabem demitindo funcionários, fechando as portas e colaborando com a derrocada do Brasil. Portanto, colaborem com o país e comprem produtos não de pessoas físicas em redes sociais ou de que te abordar na rua, mas de empresas sérias que têm CNPJ e pagam seus impostos. Cuidado ao comprar e vamos brindar bastante com bons vinhos!

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DESCOBRINDO A ITÁLIA – VINHO BAROLO

BLOG - DESCOBRINDO A ITÁLIA - BAROLO

O Barolo é um vinho produzido no noroeste da Itália, Província de Cuneo, região do Piemonte e sob DOCG ou “Denominação de Origem Controlada e Garantida”. Barolo, Monforte D´Alba e Castiglione Falletto são consideradas, juntas, o coração deste vinho. O nome Barolo está ligado a última marquesa de Barolo, Juliette Colbert di Maulévrier, que contratou um enólogo francês, Louis Oudart, para ajudar os viticultores locais a melhorarem suas técnicas. Antes, Barolo era doce – como boa parte dos vinhos célebres da época –, então ele transformou-o em uma bebida seca, no estilo de Bordeaux. Como a Borgonha Francesa, “cada pedacinho” ou Cru dessas diferentes regiões, produz um tipo diferente de Barolo devido a diferença da composição de solo, altitude e, às vezes, aos diferentes clones da Nebbiolo. Isso é o que mais encanta no Piemonte. É como se existissem vários países dentro de uma única região.

CRUS DE BAROLO

Quando jornalistas, seguidores de Luigi Veronelli (um incansável defensor do conceito de Cru), identificaram as aspirações de uma nova geração determinada a parar de entregar uvas para fazer e vender seus próprios vinhos: aqueles que possuíam um vinhedo em uma das históricas Crus , imediatamente entendeu a importância de poder reivindicar aquela origem privilegiada no rótulo e que daria a seus vinhos um valor comercial mais alto. Pode não ser politicamente correto sublinhar, mas foi precisamente a descoberta de que um Barolo Single Cru publicamente reconhecido justificou um preço mais elevado que acelerou esta mudança de direção: desde então as muitas vinhas de excelência, nas 11 áreas municipais onde esta vinho é produzido, foram descobertos.

Existem dois Crus muito grandes que invadiram a área municipal de Barolo, Brunate e Bussia, mas pertencem a outro município: o primeiro a La Morra , onde Roberto Voerzio produz seu Barolo Brunate, muito procurado em leilão, enquanto o Este último é um dos orgulhos de Monforte d’Alba, onde estão os Aldo Conterno Estates, cujo Barolo Gran Bussia recebe regularmente os maiores preços em leilão. Não podemos deixar de citar  outro vinho que recebe altíssimos preços em leilões e iniciou sua produção a partir de uvas cultivadas na área de Monforte – Barolo Monfortino. No entanto, desde 1974 tornou-se um Cru composto por vinhas pertencentes a um “outro braço” da família Conterno, a Cascina Francia em Serralunga d’Alba.

O BAROLO

O Barolo geralmente é descrito como um vinho tinto robusto, encorpado, rico em acidez e persistente. Devido a sua textura e ao seu alto teor de taninos, é um vinho “mastigável”. O mesmo deve ter pelo menos 38 meses de envelhecimento, 18 deles em carvalho, antes de deixar a vinícola. No caso de um Barolo Riserva, são necessários, no mínimo, 62 meses de envelhecimento total, 18 desses meses em carvalho. Sua gradação alcoólica gira em torno dos 13%.

BAROLO GRAN BUSSIA

O Barolo Gran Bussia Moscone provém de um dos Crus mais nobres do Piemonte. Antigo fornecedor do Aldo Conterno, este produtor possui 18 há em Monforte D´Alba incluindo 4 ha no prestigiado Gran Cru Bussia (de onde provém um dos três melhores Barolos do Piemonte), o coração do Barolo por excelência. Vinificação e envelhecimento ocorrem em duas casas típicas do Langhe, onde ocorre a combinação de inovação e tradição. A exclusiva elegância e carácter dos vinhos MOSCONE vem de séculos de conhecimento hábil técnicas de vinificação e as mais novas instalações da adega. Esta opinião é corroborada pela perícia do Dr. Donato Lanati, um dos melhores enólogos da Itália (ou o melhor, segundo críticos internacionais) e professor de Tecnologia da Enologia da Universidade de Turim e fundador do centro de pesquisa distinto chamado “Enosis Meraviglia”. Este é um barolo impressionante apesar de sua juventude. Os sabores vibrantes sugerem frutas negras como cerejas e ameixas. Além disso, envolventes notas balsâmicas, rosas, pimenta preta, alcaçuz, trufas, tabaco e ervas. A sensação na boca é fantástica, bastante austera mas nunca dominadora, e envolvente. Donato Lanati conseguiu encontrar muita doçura e bom amadurecimento na fruta. Este vinho tem um longo acabamento e deve envelhecer nos próximos 25 anos. HARMONIZAÇÃO: com carnes vermelhas como javali ou cordeiro e risoto al Barolo revesdo com fondue de queijo e trufas. É excelente, com chocolate amargo! OBS: Não harmonize o Barolo com pratos leves pois taninos vão ficar mais acentuados e aquele “gosto de boca seca” irá aparecer .

VINHO DOS REIS

“Diz a história que o Barolo divide, com o húngaro Tokaji, a fama de ser ´o rei dos vinhos, e o vinho dos reis´. No caso do Tokaji, quem disse isso foi Luís XIV. No caso do Barolo, foi Voltaire. Quem tem razão? Só Baco sabe.”

Os  aromas e notas únicas e intensas proporcionarão uma experiência inesquecível e farão que mesmo os dias mais casuais se transformarem em ocasiões especiais.

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